Castelo de Neuschwanstein de Luis II, Baviera

Visita ao Castelo de Neuschwanstein de Luis II da Baviera, os contos de fadas, a Cinderela e o Palácio da Pena em Sintra!

Castelo de Neuschwanstein, Luis II, Baviera
Castelo de Neuschwanstein, Luis II, Baviera

A ideia do Castelo

Uma visita ao Castelo de Neuschwanstein vale não só pelo encanto da área envolvente de exuberante floresta, no sopé dos Alpes, mas também pelo ambiente de encantamento que nos sugere a sua arquitetura.

É um dos Palácios mais famosos da Europa por ter sido a fonte de inspiração para o Castelo da Cinderela, da fada madrinha e do príncipe encantado, uma criação de Walt Disney.

O Castelo foi idealizado e construído pelo Imperador Luis II da Baviera, conhecido por Luis, o Louco.

Luis II tinha Richard Wagner como seu amigo e protegido e inspirou-se nas suas ideias e obras. O nome Neuschwanstein é uma referência ao “Cavaleiro do Cisne” de Lohengrin, da Ópera de Wagner com esse nome. Originalmente o Castelo era a sede dos cavaleiros de Schwangau cujo brasão era o Cisne e daí o nome da Ópera de Wagner e do Castelo.

A construção do Castelo de Neuschwanstein

A construção deste Castelo teve início em 5 de setembro de 1869 e foi desenhado por um criador de cenários teatrais, em vez de um arquiteto, tal era a ideia de Luis II para criar um Palácio deslumbrante, com o encantamento dos contos de fadas, como se tornou a Cinderela.

Claro que a obra teve sempre a supervisão de Arquitetos da Corte dado que a sua construção, num local acidentado, era difícil.

A localização

O local foi escolhido por Luis II que conhecia muito bem a zona, no Sul da Baviera, pois lá passava temporadas com a sua mãe, quando criança, no Castelo de Hohenschwangau, em frente ao que idealizou.

O Castelo não chegou a ser finalizado mas Luis II viu concluídas algumas salas, as quais habitou por pouco tempo. A sala do trono, a sua suite, uma sala com uma pequena cascata, em forma de gruta, a cozinha equipada com água quente e fria, o seu gabinete, a sala de jantar e o Hall dos Cantores, local para os músicos e dramaturgos atuarem. A sala do trono não tem trono, dado que Luis II morreu antes de o mesmo estar pronto.

 

Luis II da Baviera, visionário e tecnólogo

Luis II recorreu à tecnologia mais moderna da sua época, como seja a introdução da electricidade na Baviera e, na estrutura dos seus Castelos, usou o mais recente à época, incluindo engenhos a vapor e elétricos, ventilação e canalizações para a água e aquecimento. Foram contratados muitos artesãos de várias artes para a construção de mobiliário e de todos os detalhes decorativos.

Castelo de Neuschwanstein Baviera
Castelo de Neuschwanstein Baviera

A deposição de Luis II da Baviera

Dois anos após a sua subida ao trono da Baviera, esta foi anexada pela Prussia e, posteriormente, englobada no Império Alemão.

Na sequência dessa evolução Luis II dedicou-se aos seus projetos criativos. Assim, gastou todas as suas rendas e contraiu empréstimos junto das casas reais europeias, para a concretização das suas ideias.

Luis II inicia, então, amizade com uma prima distante, a duquesa Isabel da Baviera, conhecida por Sissi. Esta, ficou para a história como uma Cinderela Imperial e viria a casar com Francisco José I, Imperador da Austria e Hungria. Ficou, depois, noivo da duquesa Sofia Carlota da Baviera, irmã de Sissi, mas o noivado foi sucessivamente adiado e, por fim, cancelado.

O seu comportamento extravagante, os gastos que fazia e a derrocada financeira da Baviera, originaram um movimento de contestação que culminou com uma declaração de insanidade de Luis II e com a sua prisão, em 12 de junho de 1886.

Castelo de Neuschwanstein Luis II Baviera
Castelo de Neuschwanstein Luis II Baviera

A morte Misteriosa

A 13 de Junho de 1886, primeiro dia do seu cativeiro, Luis II foi passear com um dos psiquiatras responsáveis pela declaração da sua insanidade, no bosque do Palácio onde o instalaram. Desapareceram ambos nesse mesmo dia e os seus corpos foram encontrados, mais tarde, a flutuar no lago. A causa das mortes é, ainda hoje, muito discutida e envolta em mistério.

O Palácio da Pena em Sintra, por vezes chamado o Neuschwanstein Português

O Palácio da Pena, contemporâneo do Castelo de Neuschwanstein, foi idealizado por D. Fernando II que crescera em terras da sua família, Saxe-Coburgo-Gota-Kohary, na atual Eslováquia e nas Cortes Austríaca e Germânica, foi Príncipe Consorte no reinado de D. Maria II.

Por morte da Rainha foi Regente de D. Pedro V, até 1855.

Fernando II foi conhecido como o Rei Artista pelo impulso que deu às artes em Portugal.

Não perca uma visita ao Castelo de Neuschwanstein na Baviera e sonhe com a Cinderela

Castelo de Neuschwanstein e a Cinderela
Castelo de Neuschwanstein e a Cinderela

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Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, um marco do conhecimento

Visitar a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra é saber reconhecer que aqui estão concentrados muitos saberes e conhecimento à época de D. João V, o Magnânimo. O Index e os livros proibidos pela Igreja.

Palácio Nacional de Mafra. D. João V e a Batalha do Cabo Matapão_(1717) Domenico Duprà_(MNAA)
D. João V e a Batalha do Cabo Matapão (1717) Domenico Duprà_(MNAA)

Visitar o Palácio e a sua Biblioteca transporta-nos à época do seu mentor, o Rei D. João V, o Magnânimo.

João V, cognominado o Magnânimo é, muitas vezes, identificado como o Rei que gastou a riqueza que tinha a sua origem no ouro do Brasil. Como acontece, frequentemente, é-se pecador por fazer e por não fazer. Na verdade, nesse tempo, houve um grande dispêndio de riqueza e, enquanto uns dizem ter sido em gastos supérfluos, outros dizem que foi um investimento. Certo é que o contexto em que se vivia em Portugal é o da saída, em 1640, do domínio dos Filipes de Espanha, da Guerra da Sucessão Espanhola que envolveu vários Estados e que terminou em 1711 e da paz com Espanha, só assinada em 1715.

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Parque e Palácio de Monserrate, Sintra

Parque e Palácio de Monserrate em Sintra, uma visita plena de romantismo. Sir Francis Cook e os jardins dos cinco continentes contam histórias. Deslumbrante!

A Capela de Monserrate

Diz a lenda de Monserrate que um moçárabe morreu a combater um árabe, provavelmente o Alcaide, senhor dessas terras. Nesse local seria sepultado e erguido um pequeno Santuário que o tempo fez ruir.

E, para relembrar esta memória lendária, foi erguida pelo Padre Gaspar Preto, em 1540, uma Capela a Nossa Senhora de Monserrate.

Em 1718 D. Caetano de Melo e Castro, Vice-Rei da India, adquire essas terras, as quais irão ser mantidas por caseiros, já que o Vice-Rei e família estão em Goa.

Na sequência do terramoto de 1755 as casas ficam muito afetadas, tornando-as praticamente inabitáveis e ficando, assim, esta propriedade ao abandono.

Em 1790 a neta de D. Caetano que ainda vivia em Goa, alugou a propriedade de Monserrate a Gérard DeVisme, um inglês negociante de madeira. Embora este não fosse seu dono, nela constrói um castelo do tipo medieval.

Palácio de Monserrate
Palácio de Monserrate

O Castelo Medieval de Monserrate

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Descobrir Portugal – Biblioteca do Palácio de Mafra

Dos locais a visitar, escolhemos a visita noturna à Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra e conhecer a sua história.
Conhecer os nossos “amigos” morcegos que por aqui vivem e ajudam a cuidar de tão grandioso espólio.
Um belo passeio pelo património, imperdível em Portugal.

Para enriquecer a nossa agenda de locais a visitar e para descobrir Portugal, depois da nossa visita ao Palácio Conde de Óbidos vamos continuar a descobrir Portugal, na Biblioteca do Convento de Mafra.

Numa noite estrelada de Verão fomos visitar a Biblioteca de Mafra. Um dos locais a visitar, tal como o Palácio da Ajuda.

Parece estranho?

A ideia desta visita noturna, para além de querer conhecer a tão bela Biblioteca de Mafra e a sua história, pretendia também proporcionar um encontro com os nossos “amigos” morcegos que, ao longo de todo este tempo, têm zelado pela saúde dos livros e ajudado a cuidar de tão grandioso espólio.

Entramos no Palácio de Mafra e, passada a primeira sala, eis que

Salão Grande do Rei
Salão Grande do Rei

no corredor imediatamente a seguir somos surpreendidos por diligentes senhoras que faziam a limpeza do Palácio de Mafra.

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As obras de Joan Miró, Materialidade e Metamorfose.

Não perca as 85 obras de Joan Miró, expostas até 13 Fevereiro de 2018, no Palácio da Ajuda em Lisboa.
Locais a visitar e imperdível.

Os 85 quadros de Miró, Materialidade e Metamorfose,  em exposição em Lisboa, no Palácio da Ajuda, até 13 de Fevereiro de 2018.

Esta exposição reúne as obras do artista Miró que pertenciam ao ex-BPN, inicialmente expostos na Fundação de Serralves e que agora se encontram na Palácio da Ajuda.

Obras de arte. Artista Miró. Simbolo Pássaro, materialidade e metamorfose
Simbolo Pássaro

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Locais a visitar, Palácio dos Condes de Óbidos em Lisboa

Um dos locais a visitar em Lisboa, é o Palácio dos Condes de Óbidos. Painéis de azulejo, lustres de cristal e uma biblioteca deslumbrantes. Uma visão magnífica sobre a Gare Marítima de Óbidos. Actualmente é sede da Cruz Vermelha Portuguesa. Um dos sítios lindos de Lisboa e que merece a sua visita. Local a não perder em Lisboa.

Ao planear os nossos passeios em Portugal, procurámos por locais a visitar em Lisboa, pontos de interesse que não estivessem nas rotas ditas normais.

Um dos locais a visitar, o Palácio dos Condes de Óbidos, é um Palácio pouco conhecido que é preciso saber encontrar. Em frente à Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos.

Foi construído no século XVII e passa para a Cruz Vermelha Portuguesa em 1919.

Da Rocha Conde de Óbidos, avista-se o Palácio.

Visita a não perder. Palácio dos Conde de Óbidos vista da Gare Maritima
Palácio dos Conde de Óbidos vista da Gare Maritima

Conde de Óbidos foi um título nobiliárquico atribuido pelo Rei D. Filipe III a D. Vasco Mascarenhas, que fora Vice-Rei da India e do Brasil.

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