Vilas de Portugal. Sítios a visitar em Campo Maior

Campo Maior uma das vilas de Portugal, com uma história atribulada, fronteira com Espanha, ocupada por celtas, romanos, mouros e passagem das tropas francesas de Napoleão.
No interior de Portugal. O Alentejo profundo. Continuamos por este Portugal, para descobrir mais um dos lugares lindos e dos sítios a visitar.

Desta vez fomos passear pelas Vilas de Portugal Interior, no Alentejo profundo. Depois de Arronches passámos por Campo Maior, mais um dos lugares lindos e dos sítios a visitar, que vamos descobrindo por este Portugal.

Campo Maior uma das vilas de Portugal interior com uma história atribulada, fronteira de Portugal com Espanha, foi ocupada por celtas, romanos, mouros e passagem das tropas francesas de Napoleão.

Em 1297, após a assinatura do Tratado de Alcanizes, Campo Maior passou a fazer parte de Portugal, juntamente com Olivença e Ouguela.

No dia 16 de Setembro de 1732, durante uma violenta tempestade, caiu um raio sobre o Castelo que atingiu em cheio os paióis de munições e pólvora aí existentes. Foi uma explosão de tal forma violenta que destruiu praticamente uma das vilas de Portugal e matou grande parte da população.

Foi D. João V que mandou reerguer o Castelo, que ainda existe, embora neste momento se encontre quase destruído, por ter sido abandonado e vandalizado durante vários anos.

Referia a imprensa, em 2010, que viviam 50 famílias junto ao Castelo quando ocorreu um desmoronamento parcial do monumento.

Na Praça principal não podia faltar uma notável estátua de um dos grandes obreiros da riqueza da região na produção e comercialização de café, o Comendador Rui Nabeiro.

Estátua do Comendador Rui Nabeiro
Estátua do Comendador Rui Nabeiro

Mas Campo Maior tem muito para ver e aprender. A nossa próxima paragem foi no Museu Aberto.

É um Museu importante numa das vilas de Portugal interior mais ligadas à presença de Espanha ali a dois passos e que pretende mostrar toda a história desta zona e das suas gentes, desde a pré-história até aos dias de hoje. Um dos sítios a visitar e que não perdemos.

Lugares lindos a não perder. Museu Aberto
Lugares lindos a não perder. Museu Aberto

Uma das mais interessantes peças históricas expostas é o Trono Medieval com as armas do rei D. Afonso V que visitou Campo Maior e, então, a designou como “Campo de Flores” certamente encantado com a beleza florida que ainda hoje nos deslumbra.

Trono Medieval
Trono Medieval

Também, a Romaria de São Mateus, tem aqui lugar de destaque, ilustrado com o carro de canudos e trajes de romaria utilizados pelos Campomaiorenes.

Esta festa tradicional tem origem na Feira de S. Mateus, no século XVI, tendo mais tarde sido associada a uma peregrinação ao Santuário do Senhor Jesus da Piedade onde, em tempos idos, se teria dado um milagre, segundo a Lenda do Senhor Justo da Piedade  (em Lendas de Portugal de Gentil Marques). Esta importante romaria coincide com o fim do ano agrícola e os peregrinos vêm pedir que o novo ano agrícola seja um ano bom.

Romaria de São Mateus
Romaria de São Mateus

Como terra da raia, noutros tempos, Campo Maior teve no contrabando uma forma de sustento das suas gentes.

A figura do contrabandista está igualmente viva neste Museu, para apreciarmos e imaginarmos quão difícil era a vida para quem tentava o pão de cada dia, transportando mercadorias do outro lado da fronteira, através do rio Caia. Faz-nos recordar o passeio do Rio Douro que também atravessa a fronteira.

O contrabandista
O contrabandista

Na sala de aula, fielmente reproduzida à época, não falta a “Carta de Portugal Insular e do Império Colonial Português”, pela qual muitos dos “Baby Boomers” estudaram. Deles já falámos aquando do nosso périplo pela Nazaré, nos primórdios  da história do surf naquela vila.

A sala de aula
A sala de aula
Carta de Portugal
Carta de Portugal

Terminada a visita ao Museu Aberto, atravessámos a rua e entrámos no Lagar Museu do Palácio Visconde D´Olivã.

Lagar Museu
Lagar Museu, gentileza do Município de Campo Maior

Neste Portugal interior, encontramos um Palácio seiscentista, o Palácio do Visconde d´Olivã rodeado por um jardim que foi um dos lugares lindos que encontrámos e um dos sítios a visitar e que nos seduz.

Pertença deste Palácio, o lagar de azeite, que se encontra muito bem conservado, mantém todos os instrumentos e aparelhos do início do século passado, usados na produção de azeite e que, no seu tempo, teve uma intensa actividade dedicada à olivicultura na região.

A nossa visita foi guiada e acompanhada com grande profissionalismo e simpatia, e ficámos inteirados de todo o ciclo de produção do excelente azeite desta região.

Trabalhadores na apanha da azeitona
Trabalhadores na apanha da azeitona, gentileza do Município de Campo Maior

No final da visita, fomos presenteados com uma prova de azeite e de azeitonas desta zona do Portugal Interior.

Prova de azeite e azeitona
Prova de azeite e azeitona, gentileza do Município de Campo Maior

Saídos do Lagar Museu, andámos passeando pelas ruas de Campo Maior, cujo Jardim Municipal, um dos lugares lindos, é muito reconfortante e permite recuperar forças para continuarmos a nossa visita.

Jardim Municipal de Campo Maior. Portugal Interior.
Jardim Municipal de Campo Maior

Por último, visitámos o Centro de Ciência do Café, já fora da vila.

Sítios a visitar, o Centro de Ciência do Café, Campo Maior uma das Vilas de Portugal
Sítios a visitar, o Centro de Ciência do Café, Campo Maior uma das Vilas de Portugal

O Centro de Ciência do Café é uma obra que dá sequência à grande indústria que se estabeleceu em Portugal em torno do café e devido ao espírito empreendedor do Comendador Rui Nabeiro. Um dos sítios a visitar.

Uma das vilas de Portugal interior que se tornou estratégica para Portugal.

O cafezeiro dá-se em climas quentes e húmidos, no Brasil, São Tomé e Príncipe e Timor, para falar de alguns países de língua portuguesa, mas é em Portugal que é feito o aperfeiçoamento dos vários tipos de café e onde, agora, se investigam as melhores formas de combater as pragas e doenças que afectam as plantações.

Um centro moderno que concilia a divulgação do conhecimento com o lazer, oferendo actividades lúdicas e interactivas que entusiasmam pequenos e grandes, e ajudam à promoção da cultura do café.

Em particular, são impressivas as entrevistas a antigos contrabandistas de café, portugueses e espanhóis que relatam na primeira pessoa as vivências daqueles tempos. Algo a não perder.

Finalmente, à história do café está definitivamente ligado o nosso Rei D. João V, grande impulsionador desta riqueza natural, principalmente oriunda do Brasil.

Rei D. João V
Rei D. João V

Lugares lindos em curto video, da entrada do Centro,

E já de regresso um video dos nossos campos no Alentejo, um dos lugares lindos e dos sítios a visitar.

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