Presépios Originais na Ilha da Madeira

Visitar a Madeira no Natal para ver a Lapinha e tantos presépios originais que nos confortam e dão alento no final de mais um ano. Alguns presépios que encontrámos na Ilha da Madeira.

Presépios originais na Ilha da Madeira

Presépios na Ilha da Madeira
Presépios na Ilha da Madeira

No Natal a Ilha da Madeira transforma-se com presépios muito originais e de longa tradição, que nos surpreendem a cada momento, nas ruas e praças de todas as aldeias, vilas e cidades madeirenses. O ambiente vivido nos espaços públicos, plenos de luzes e cores é algo inesperado para os que vêm visitar a Madeira nesta altura, especialmente atraídos pela festa da passagem de ano e dos seus fogos de artifícios.

A “Festa”, como também é conhecida a quadra natalícia por terras da Ilha da Madeira, é uma celebração que o enquadramento e a beleza natural da própria região, de terreno muito verdejante e acidentado, com montes e vales, grutas e fajãs, tornam única.

Visitar a Madeira e celebrar a “Festa” que concilia a celebração cristã com a festa profana, desde a matança do porco, as danças populares, as canções e a música com o toque especial do pandeiro, da braguinha, do brinquinho, do acordeão, dos ferrinhos e castanholas, é um bálsamo para o corpo e para a alma.

Mas visitar a Madeira por estes dias é, também, descobrir em cada esquina presépios originais e a tradicional lapinha, fruto da criatividade e genuinidade das gentes madeirenses que, fora das suas casas, transmitem aos que os visitam o espírito de partilha e cooperação vivido entre todos, bem como as características peculiares de cada povoado.

Entre muitos presépios originais o mais emblemático da Ilha da Madeira, é a Lapinha que, entre muitas outras configurações se destaca uma com a figura do Menino Jesus rodeada das riquezas que a terra dá como laranjas, maçãs, nozes, vinho e azeite, viçosos fetos e coloridas flores, que muito bem ilustra o espírito natalício dos madeirenses, do seu apego à natureza  e à terra que lhes dá o sustento.

Alguns presépios que encontrámos ao visitar a Ilha da Madeira nesta quadra

 

Presépios na Calheta

Presépio na Calheta
Presépio na Calheta
Presépio na Calheta
Presépio na Calheta

Presépio na Camacha

Presépios Originais. Camacha
Presépios Originais. Camacha

Lapinha e Presépio no Curral das Freiras

Lapinha no Curral das Freiras
Lapinha no Curral das Freiras
Presépio no Curral das Freiras
Presépio no Curral das Freiras
Presépio no Curral das Freiras
Presépio no Curral das Freiras
Presépio Curral das Freiras
Presépio Curral das Freiras
Presépio no Curral das Freiras
Presépio no Curral das Freiras

Presépio em Santana

Visitar a Madeira e Presépio de Santana
Visitar a Madeira e Presépio de Santana

Presépios no Funchal

Presépio no Funchal
Presépio no Funchal
Presépio no Funchal
Presépio no Funchal
Presépio no Funchal
Presépio no Funchal
Presépio no Funchal
Presépio no Funchal

Presépio na Ponta do Sol

Presépio em Ponta do Sol
Presépio em Ponta do Sol
Presépio Pólo Norte na Ponta do Sol
Presépio Pólo Norte na Ponta do Sol

 

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Um dia com os Templários

A Ordem dos Templários ou Ordem do Templo e a Ordem na Europa e em Portugal. A sua ligação aos Descobrimentos e o cerco ao Castelo dos Templários em 1190.

Breve História da Ordem dos Templários

Cavaleiro Templário, da Ordem do Templo ou Ordem dos Templários. Os Templários.
Cavaleiro Templário

A Ordem dos Templários é fundada em 1118, por Hugo de Payens e mais 8 cavaleiros, com o apoio do Rei Balduíno II de Jerusalém, após a Primeira Cruzada de 1096. O objectivo era o de proteger, quer os peregrinos que se dirigiam para Jerusalém, muitas vezes vítimas de assaltos de ladrões, quer os Reinos Cristãos da Terra Santa, entretanto estabelecidos no Oriente, dos ataques dos muçulmanos.

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Visitar Belmonte, berço de Pedro Álvares Cabral e terra de Judeus

Visitar Belmonte, berço de Pedro Álvares Cabral. O Castelo de Belmonte que foi a casa da família Cabral. A Comunidade Judaica, escondida mais de 500 anos!

Visitar Belmonte, no sopé da Serra da Estrela e é uma das vilas portuguesas mais relacionadas com a epopeia dos Descobrimentos, tendo recebido a sua Carta de Foral de D. Sancho I, 2º Rei de Portugal, em 1199.

Aqui nasceu Pedro Álvares Cabral em 1467 e passou a sua infância, antes de partir para a descoberta de novos mundos.

Estátua de Pedro Álvares Cabral
Estátua de Pedro Álvares Cabral

Andamos pelas ruas para visitar Belmonte e nas fachadas das suas casas descobrimos as histórias dos últimos judeus “secretos”.

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Bairro da Mouraria, Rua do Capelão, Largo da Severa, o Fado mora em Lisboa

O fado mora em Lisboa e nasceu no Bairro da Mouraria. Vamos andar pela Rua do Capelão, Largo da Severa. Passamos pelas casas da Severa, do Fernando Maurício e da Mariza.

O Bairro da Mouraria é um dos mais antigos de Lisboa.

É um bairro que rivaliza com Alfama, na disputa da origem do fado, embora hoje se reconheça que terá sido neste Bairro da Mouraria, o berço do fado.

O fado mora em Lisboa, no Bairro da Mouraria!

À entrada da Rua do Capelão, a escultura da guitarra portuguesa, indica-nos o caminho e conduz-nos por essas ruas cheias de história.

Deixemo-nos ir por esses becos e vielas, onde as janelas e as portas das casas parecem cada uma delas querer contar a sua história.

Vamos pela Rua do Capelão, Largo da Severa (ou Beco da Severa) e Beco da Jasmim.

A dado momento, admiramos a estátua de Fernando Maurício e passamos pela “mui nobre” Rua Marquês de Ponte do Lima, Travessa dos Lagares, enfim vagueamos por onde o fado também respira. Sim, o fado mora em Lisboa e sente-se essa característica …

Alfama encontra-se na descida da encosta que vem do Castelo de S. Jorge para o rio, o bairro da Mouraria, na descida para o lado contrário, na zona mais escura da encosta do Castelo e vem terminar na Praça do Martim Moniz.

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A Vida e a Obra de Pitágoras, o Teorema de Pitágoras e a Simbologia dos Números

É muito pouco provável que algum dos leitores desta história nunca tenha ouvido falar de Pitágoras, do Teorema de Pitágoras e da sua Escola Pitagórica. Contudo, talvez muitos não conheçam algumas peculiaridades sobre a vida e a obra de Pitágoras, da simbologia dos números adoptada pelos pitagóricos e de alguns aspectos da sua vida bem como o fracasso mais notável do seu pensamento científico que, na verdade, acabou por corresponder a uma notável revolução do conhecimento matemático. Pitágoras foi genial no seu tempo e percursor do pensamento filosófico de Platão e Aristóteles.

“A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.”

Busto de Pitágoras, nos Museus Capitolinos, em Roma. A vida e a obra de Pitágoras.
Busto de Pitágoras, nos Museus Capitolinos, em Roma.

É importante começar por referir que Pitágoras é uma figura historicamente misteriosa pois não deixou nenhum registo escrito, por isso a vida e a obra de Pitágoras e tudo o que se sabe dele se deve à tradição oral e ao que sobre ele escreveram, principalmente Filolau (470-385 a.C.), cerca de 100 anos após a sua morte, nos seus ‘Escritos pitagóricos’, a quem se atribui alguma credibilidade visto tratar-se de um sobrevivente da revolta antipitagórica que determinaria a morte de Pitágoras e também a Arquitas de Tarento (435-347 a.C.), discípulo de Filolau.

Pitágoras é considerado um dos fundadores da mais exacta das ciências, a Matemática, partilhando esta proeza com Tales de Mileto.

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Vilas de Portugal. Sítios a visitar em Campo Maior

Campo Maior uma das vilas de Portugal, com uma história atribulada, fronteira com Espanha, ocupada por celtas, romanos, mouros e passagem das tropas francesas de Napoleão.
No interior de Portugal. O Alentejo profundo. Continuamos por este Portugal, para descobrir mais um dos lugares lindos e dos sítios a visitar.

Desta vez fomos passear pelas Vilas de Portugal Interior, no Alentejo profundo. Depois de Arronches passámos por Campo Maior, mais um dos lugares lindos e dos sítios a visitar, que vamos descobrindo por este Portugal.

Campo Maior uma das vilas de Portugal interior com uma história atribulada, fronteira de Portugal com Espanha, foi ocupada por celtas, romanos, mouros e passagem das tropas francesas de Napoleão.

Em 1297, após a assinatura do Tratado de Alcanizes, Campo Maior passou a fazer parte de Portugal, juntamente com Olivença e Ouguela.

No dia 16 de Setembro de 1732, durante uma violenta tempestade, caiu um raio sobre o Castelo que atingiu em cheio os paióis de munições e pólvora aí existentes. Foi uma explosão de tal forma violenta que destruiu praticamente uma das vilas de Portugal e matou grande parte da população.

Foi D. João V que mandou reerguer o Castelo, que ainda existe, embora neste momento se encontre quase destruído, por ter sido abandonado e vandalizado durante vários anos.

Referia a imprensa, em 2010, que viviam 50 famílias junto ao Castelo quando ocorreu um desmoronamento parcial do monumento.

Na Praça principal não podia faltar uma notável estátua de um dos grandes obreiros da riqueza da região na produção e comercialização de café, o Comendador Rui Nabeiro.

Estátua do Comendador Rui Nabeiro
Estátua do Comendador Rui Nabeiro

Mas Campo Maior tem muito para ver e aprender. A nossa próxima paragem foi no Museu Aberto.

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Locais a visitar em Portugal. Passeio pelo Interior de Portugal.

Fomos passear pelo interior de Portugal, no Alentejo profundo. Da panóplia de locais a visitar em Portugal, escolhemos Arronches e Campo Maior. Vilas e Aldeias com história, marcadas pela defesa da fronteira.

Locais a visitar em Portugal, pensámos e escolhemos passear pelo interior de Portugal, o Alentejo profundo. Começámos por Arronches e passámos por Campo Maior, duas aldeias históricas que precisamos de visitar e apreciar para melhor conhecer o País.

Arronches foi conquistada por D. Afonso Henriques mas enquanto a ocupação pelos mouros não foi totalmente resolvida foi sendo perdida e reconquistada, primeiro por D. Sancho II e por fim por D. Paio Peres Correia em 1242.

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Nazaré, terra de ondas gigantes: de D. Fuas Roupinho a Garret Mc Namara

A história da Imagem da Nossa Senhora da Nazaré, a lenda da Nazaré e o milagre que salvou D. Fuas Roupinho, passando pelo surf dos anos do “peace and love” até às ondas gigantes do canhão da Nazaré e o record da maior onda surfada do mundo. Tudo se conta com imagens e videos empolgantes.

D. Fuas Roupinho não surfava ondas gigantes, mas é uma notável figura da Nazaré.

Dom Fuas, foi um dos fiéis companheiros de D. Afonso Henriques, possivelmente um dos  Cavaleiros da Ordem dos Templários, que viria a ser extinta em 1312.

Foi o primeiro Almirante da Armada Portuguesa e ficou para a História por ter estado envolvido num célebre acontecimento, em tempos idos, registado como a “Lenda da Nazaré”.

Reza a “Lenda da Nazaré” que, ao raiar do dia 14 de setembro de 1182, D. Fuas Roupinho, Alcaide do Castelo de Porto de Mós, fazia a sua caçada perto da orla marítima. Nessa manhã, o nevoeiro era denso e no afã da perseguição a um veado, D. Fuas não se terá apercebido da proximidade da falésia, que tão bem conhecia.

Sítio da Nazaré, A Falésia, DGPC/SIPA foto 00915232, Paula Noé, 2012.
Sítio da Nazaré, A Falésia, DGPC/SIPA foto 00915232, Paula Noé, 2012.

E, quando deu conta que estava à beira do abismo, perto da gruta onde se venerava a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, sentiu a sua hora chegar e, in extremis, gritou:

“Senhora, Valei-me!”

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Descobrir Portugal – Biblioteca do Palácio de Mafra

Dos locais a visitar, escolhemos a visita noturna à Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra e conhecer a sua história.
Conhecer os nossos “amigos” morcegos que por aqui vivem e ajudam a cuidar de tão grandioso espólio.
Um belo passeio pelo património, imperdível em Portugal.

Para enriquecer a nossa agenda de locais a visitar e para descobrir Portugal, depois da nossa visita ao Palácio Conde de Óbidos vamos continuar a descobrir Portugal, na Biblioteca do Convento de Mafra.

Numa noite estrelada de Verão fomos visitar a Biblioteca de Mafra. Um dos locais a visitar, tal como o Palácio da Ajuda.

Parece estranho?

A ideia desta visita noturna, para além de querer conhecer a tão bela Biblioteca de Mafra e a sua história, pretendia também proporcionar um encontro com os nossos “amigos” morcegos que, ao longo de todo este tempo, têm zelado pela saúde dos livros e ajudado a cuidar de tão grandioso espólio.

Entramos no Palácio de Mafra e, passada a primeira sala, eis que

Salão Grande do Rei
Salão Grande do Rei

no corredor imediatamente a seguir somos surpreendidos por diligentes senhoras que faziam a limpeza do Palácio de Mafra.

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ZERO – O último algarismo a ser criado

A introdução do zero no sistema decimal foi um marco determinante no desenvolvimento de um sistema numérico em que o cálculo com números muito grandes e muito pequenos se tornou possível.
Sem a noção de zero os processos de modelação no comércio, na astronomia, na física, na química, na indústria e em muitas outras actividades, teriam sido impossíveis.
Vamos percorrer, de modo simplificado, o modo como surgiu a noção de zero tal como hoje a conhecemos.

Zero

No meu anterior artigo ‘Inúmeros Números’ prometi que viria a falar sobre o algarismo zero, vou cumprir.

Mas porquê falar do algarismo zero em particular? Bem, espero que a resposta venha a ficar clara no final deste artigo. Então, vamos!

Tenho a certeza que se alguém vos perguntar quais os factos que consideram mais relevantes para a evolução da Humanidade, as respostas, após alguma reflexão, apontarão seguramente para o domínio sobre o fogo e a invenção da roda, contudo vou atrever-me a acrescentar mais um: a criação do algarismo zero!

Descoberta do Fogo
Fogo
Roda
Roda

 

 

 

 

O novo algarismo zero
O novo algarismo zero

 

Até à criação do zero a Humanidade encontrava-se condicionada no modo de representar e contar quantidades. Basta pensar por exemplo na numeração romana onde o zero não está presente.

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