Descobrir Portugal – Biblioteca do Palácio de Mafra

Dos locais a visitar, escolhemos a visita noturna à Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra e conhecer a sua história.
Conhecer os nossos “amigos” morcegos que por aqui vivem e ajudam a cuidar de tão grandioso espólio.
Um belo passeio pelo património, imperdível em Portugal.

Para enriquecer a nossa agenda de locais a visitar e para descobrir Portugal, depois da nossa visita ao Palácio Conde de Óbidos vamos passear por Mafra.

Numa noite estrelada de Verão fomos visitar a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. Um dos locais a visitar, tal como o Palácio da Ajuda. Imperdível em Portugal

Parece estranho?

A ideia desta visita noturna, para além de querer conhecer tão bela Biblioteca e a sua história, pretendia também proporcionar um encontro com os nossos “amigos” morcegos que, ao longo de todo este tempo, têm zelado pela saúde dos livros e ajudado a cuidar de tão grandioso espólio.

Entramos no Palácio e, passada a primeira sala, eis que

Salão Grande do Rei
Salão Grande do Rei

no corredor imediatamente a seguir somos surpreendidos por diligentes senhoras que faziam a limpeza do Palácio.

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ZERO – O último algarismo a ser criado

A introdução do zero no sistema decimal foi um marco determinante no desenvolvimento de um sistema numérico em que o cálculo com números muito grandes e muito pequenos se tornou possível.
Sem a noção de zero os processos de modelação no comércio, na astronomia, na física, na química, na indústria e em muitas outras actividades, teriam sido impossíveis.
Vamos percorrer, de modo simplificado, o modo como surgiu a noção de zero tal como hoje a conhecemos.

Zero

No meu anterior artigo ‘Inúmeros Números’ prometi que viria a falar sobre o algarismo zero, vou cumprir.

Mas porquê falar do zero em particular? Bem, espero que a resposta venha a ficar clara no final deste artigo. Então, vamos!

Tenho a certeza que se alguém vos perguntar quais os factos que consideram mais relevantes para a evolução da Humanidade, as respostas, após alguma reflexão, apontarão seguramente para o domínio sobre o fogo e a invenção da roda, contudo vou atrever-me a acrescentar mais um: a criação do algarismo zero!

Descoberta do Fogo
Fogo
Roda
Roda

 

 

 

 

O novo algarismo zero
O novo algarismo zero

 

Até à criação do zero a Humanidade encontrava-se condicionada no modo de representar e contar quantidades. Basta pensar por exemplo na numeração romana onde o zero não está presente.

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Como ter um bom Curriculum mais atrativo e melhorar o Perfil no Linkedin

Para tornar o seu Curricullum mais atrativo, tome nota onde pode encontrar boas fotos e imagens gratuitas e preparadas para colocar como “background” no seu Perfil do Linkedin e como proceder para as colocar.

Como melhorar o Perfil no Linkedin em 4 passos e usar imagem de fundo para o Linkedin

Todos os dias aprendemos coisas novas ou novas “nuances” de coisas antigas, Dar a conhecer as suas competências profissionais, o que pode fazer com o seu curriculum ou o seu perfil no Linkedin, por forma a torná-lo mais adequado e sobretudo, mais atraente, é o que pretendemos aqui mostrar.

Como melhorar o Perfil no Linkedin renovando a Imagem de fundo para o Linkedin, a Capa do Perfil

O Linkedin é uma plataforma que pretende destacar a presença profissional de cada um de nós. Por isso é importante que o nosso Perfil apareça da melhor forma possível.

As palavras que usa para definir as suas competências também são importantes e daremos nota das palavras chave que deve usar.

A sua fotografia deve ser “profissional” ou melhor, da forma que gostará de se apresentar como profissinal e como quer que os outros profissionais o vejam. Mais formal ou menos formal, dependendo da atividade que exerce. Mas deve ter uma foto sua e não da família ou do cão ou, mesmo, nenhuma fotografia.

Por detrás da sua fotografia aparece um imagem de fundo (ou capa) que pode tornar o seu Perfil no Linkedin, mais atrativo e adequado aos seus interesses, personalidade e experiência profissional.

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Exposição Escher em Lisboa, Museu de Arte Popular

A exposição de Escher está patente no Museu de Arte Popular, em Lisboa, até 27 de Maio de 2018.
Esta Exposição Escher em Lisboa apresenta mais de 200 obras do artista Escher, além de litografias, também equipamentos didácticos, experiências científicas e algumas surpresas.
Ilusões matemáticas e formas impossíveis, a não perder.

Maurits Cornelis ESCHER (1898-1972).

“Considero a minha obra, simultaneamente, como muito bonita e muito feia.”

M.C. Escher

M. C. Escher, 1971.
M. C. Escher, 1971.

Quem é Escher

Escher nasceu em 17 de Junho de 1898, em Leeuwarden, na Holanda.

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Seguro de saúde, qual será o melhor?

Encontrar um seguro de saúde, um plano de saúde vitalício, um plano hospitalar ou um seguro vitalício que cuide da nossa saúde, não é tarefa fácil. Os seguros de saúde estão na primeira linha de preocupação. Vamos tentar ajudar a procurar.

Entre tantas ofertas de seguro de saúde, quer seja um plano de saúde, um plano de saúde sénior, um plano de saúde vitalício, será que há algum seguro de saúde vitalício?

Alguns defendem que “não existem seguros de saúde vitalícios“.

Seguro de saúde. As engrenagens da saúde
As engrenagens da saúde

Encontrar o seguro de saúde, o plano hospitalar ou, simplesmente, o plano de saúde que se adeque ao seu caso, não é tarefa fácil.

Variadas coberturas, limites de idade, redes médicas, prestadores de cuidados de saúde, modalidades de reembolso de despesas e períodos de carência são alguns dos fatores a considerar perante uma panóplia de seguros de saúde, cartões de saúde e planos de saúde que lhe são oferecidos.

É necessário ver cada uma das ofertas, analisar o que cada uma propõe e, sobretudo, relacionar cada hipótese com o que pretende. Se já tiver um sistema de assistência na doença como o da ADSE então, provavelmente, poderá querer um seguro que complemente algumas valências. Por outro lado, se quiser ter uma maior liberdade em relação ao Sistema Nacional de Saúde, então outras opções podem ser encaradas. O plano de saúde vitalício enquadra-se nesta preocupação.

Se quiser fazer um seguro de saúde vitalício, terá de o fazer antes de atingir determinada idade e, claro, as coberturas que pretende vão também depender do seu orçamento e do que estiver disposto a pagar.

Alguns seguros de saúde terminam quando se atinge os 65 ou 70 anos de idade, isto é, já não há renovação automática. É estratégico ter um plano de saúde vitalício.

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As obras de Joan Miró, Materialidade e Metamorfose.

Não perca as 85 obras de Joan Miró, expostas até 13 Fevereiro de 2018, no Palácio da Ajuda em Lisboa.
Locais a visitar e imperdível.

As 85 obras de Joan Miró, Materialidade e Metamorfose,  em exposição em Lisboa, no Palácio da Ajuda, até 13 de Fevereiro de 2018.

Esta exposição reúne as obras de Miró que pertenciam ao ex-BPN, inicialmente expostos na Fundação de Serralves e que agora se encontram na Palácio da Ajuda.

Simbolo Pássaro
Simbolo Pássaro

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Inúmeros números

Imaginemos uma aula em Atenas, na Grécia Antiga, sobre os inúmeros números que hoje conhecemos e porque razão eles são todos necessários e úteis.

Há números e números e são mesmo em grande número.

Escola Atenas
Escola Atenas

Comecemos pelo que podemos considerar o princípio, recorrendo a uma pequena história.

José, um jovem, decidiu ser pastor. Reuniu várias ovelhas e chegou um momento em que sentiu necessidade de as contar: uma, duas, três,… Fê-lo recorrendo aos números naturais (N). Digamos que utilizou aquele tipo de números que nos permitem efectuar contagens:

Numeros Naturais

Note-se que o José apenas sentiu necessidade de contar, porque tinha algo para contar, isto é, o zero não é um número natural, se há ‘nada’ para contar não é preciso contar.

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A Placa perdida do tempo dos Descobrimentos, visita a não perder

A placa que encontrámos na Capela de São Jerónimo no Restelo, em Lisboa.
Diz a placa que “A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março.” A frase é escrita por um dos heróis ligados à aventura dos descobrimentos.
Que quer isto dizer?

Descobrimos uma placa alusiva à “Aventura dos Descobrimentos” na Capela de São Jerónimo no Restelo, em Lisboa, mais uma visita a não perder:

“A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi foi segunda-feira, 9 de Março”.

Sua Majestade o Rei estava distraído? Então não sabia que a partida das naus tinha sido naquela segunda feira? E de que ano?

Placa; Capela Sao Jeronimo no Restelo
Placa; Capela Sao Jeronimo no Restelo

Fomos indagar o significado desta mensagem.

É uma frase curta escrita por Pêro Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral quando do descobrimento da Terra Nova. A grande aventura dos descobrimentos.

A frase está na carta de Pêro Vaz para o Rei, dois meses após o início da viagem da armada de Cabral. Carta feita “Deste Porto Seguro, de vossa ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500.”

A Carta conservou-se inédita por mais de dois séculos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Foi descoberta, em 1773 por José de Seabra da Silva e publicada pelo historiador Manuel Aires de Casal na sua Corografia Brasílica (1817).

Em 2005, este documento foi inscrito no Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), alusivo portanto à aventura dos descobrimentos.

Carta ao rei D. Manuel, comunicando o descobrimento da Ilha de Vera Cruz

A aventura dos Descobrimentos. Original carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei D Manuel I, Torre do Tombo, Lisboa
Original carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei D Manuel I, Torre do Tombo, Lisboa

Alguns detalhes da carta de Pêro Vaz de Caminha, do descobrimento da terra nova que fez Pêro Álvares:

“Senhor:

Posto que o capitão desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que nesta navegação agora se achou, não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza, o melhor que eu puder, ainda que, para o bem contar e falar, o saiba fazer pior que todos.

(…)

Portanto, Senhor, do que hei-de falar, começo e digo:

A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março.

Sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e as 9 horas, nos achámos entre as Canárias, mais perto da Grã Canária.

(…)

E domingo, 22 do dito mês, às 10 horas pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas do Cabo Verde, ou melhor, da ilha de São Nicolau, segundo dito de Pêro Escolar, piloto.

Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com a sua nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse.

(…)

(22 de Abril)

E quarta-feira seguinte, pola manhã, topámos aves, a que chamam fura-buchos.

Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!

Primeiramente de um grande monte, mui alto e redondo, e de outras serras mais baixas ao sul dele, e de terra chã, com grandes arvoredos. Ao monte alto o capitão pôs nome o Monte Pascoal e à terra, a Terra da Vera Cruz.

(…)

(23 de Abril)

E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos direitos à terra (…) lançámos âncoras em frente à boca do um rio.

E chegaríamos a esta ancoragem às 10h, pouco mais ou menos.

(…)

E o capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho, para ver aquele rio.

E, tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois, quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia 18 ou 20 homens.

(…)

Ali não pôde deles haver fala nem entendimento (…) deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho, que levava na cabeça, e um sombreiro preto.

Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave compridas, com uma copazinha pequena de penas vermelhas e pardas, como de papagaio.

(…)

E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver mais fala, por causa do mar.

(…)

Beijo as mãos de Vossa Alteza.

Deste Porto Seguro, de vossa ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500.”
Pêro Vaz de Caminha.

Pêro Vaz de Caminha (Porto, 1450 – Calecute, Índia, 15/12/1500)
Escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral.

A história  e a aventura dos descobrimentos portugueses e em particular a descoberta do Brasil numa carta que pode ler em mais detalhe.

A versão PDF da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel I, publicada em 1998 pela Expo98 está disponível para ser descarregada:

Clique aqui

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Onde comer em Viana do Castelo, na Tasquinha da Linda

Quando for a Viana não deixe de ir à Tasquinha da Linda na Doca das Marés. Um antigo armazém que foi reconstruido e agora é um restaurante onde pode apreciar bons peixes e mariscos.
A gastronomia de Viana do Castelo está aqui bem representada.

Onde comer em Viana do Castelo, com boa comida e bom ambiente, procuramos e após a descoberta, partilhamos uma experiência gastronómica imperdível, na Tasquinha da Linda. Gastronomia típica de Viana do Castelo, sem dúvida

Diz-se muitas vezes que o que faz a diferença são as pessoas. Pois aqui está um local onde as pessoas fazem, mesmo, a diferença. Sempre atentas, dispostas a ajudar, com sugestões que melhor se adequem aos gostos e preferências de cada um de nós. Claro que a Linda, além de o ser, é a alma que impulsiona e dá o mote. Conhece todos os “truques” dos peixes e mariscos e está no local exato para ter a melhor matéria prima. A lota é mesmo ali ao lado. E daqui parte a matéria prima para a gastronomia típica de Viana do Castelo.

Na Doca das Marés, a Tasquinha da Linda tem um enquadramento fantástico, o porto de mar onde entram e saem os barcos que na sua faina trazem o peixe e o marisco acabado de pescar. Um bom local onde comer em Viana do Castelo.

Junto ao mar em Viana
Junto ao mar em Viana

Estamos perto do Restaurante, ambiente marítimo, cheira a mar.

Comer bem em Viana do Castelo, é o objetivo!

Restaurante da Linda com Linda Vista Viana Castelo
Linda Vista Viana Castelo

Lá está o Pássaro a olhar para nós, como se estivesse a dizer, “vai aí à tasquinha que é um antigo armazém mas foi reconstruido e agora é muito catita. Bom almoço”.

Ora então vamos lá a entrar.

Logo à entrada entre referências e títulos de jornais, encontrámos este quadro com uma fotografia dos pescadores e do pescado a ser leiloado. Um quadro adequado às tasquinhas fidalgas.

Gastronomia típica de Viana do Castelo!

E o quadro conta-nos um pouco da história do restaurante. “O espaço resulta da recuperação de velhos armazéns onde os pescadores artesanais guardavam as suas artes. E a Linda, não desfazendo na tradição, serve os seus clientes com o melhor marisco e peixe frescos de Viana do Castelo. Carta de vinhos a condizer”.

Gastronomia típica de Viana do Castelo. Comer e beber bem, Quadro na Entrada da Tasquinha da Linda
Quadro na Entrada da Tasquinha da Linda

Onde comer em Viana do Castelo e ser agradavelmente surpreendido.

A ementa apresenta-nos uma grande variedade de peixes e mariscos, há que decidir. Ora vejamos, massada de tamboril, robalo grelhado com batata a murro, polvo à galega em homenagem aos nossos “vecinos de Galicia”.

Bom, isto não está nada fácil. Peixes fescos e com ótimo aspeto, marisco lindo… O que vamos comer?

Aceitámos a sugestão da Linda e acabámos a degustar um Arroz de Lavagante. Sabor e cheiro a mar, bem cozinhado e generosa quantidade. Delicioso! Faz parte da gastronomia típica de Viana do Castelo.

Comer bem em Viana do Castelo é aqui. Quanto às bebidas, claro, bebemos o vinho da zona, verde, na ocasião o Muros Antigos, do enólogo Anselmo Mendes.

Comer bem em Viana do Castelo. Beber bom vinho, Vinho Verde a acompanhar
Vinho Verde a acompanhar, na Tasquinha da Linda

E a Linda ainda nos sugeriu o local onde poderíamos comprar este vinho por bom preço.

Onde comer em Viana do Castelo e comer bem, Arroz de Lavagante
Arroz de Lavagante no Restaurante da Linda

Foi um repasto saboroso que recomendamos. Se procura onde comer em Viana do Castelo, experimente!

É uma tasca fidalga para peixes e mariscos, sem dúvida!

Não esquecer fazer a reserva, na Tasquinha da Linda.

Comer bem em Viana do Castelo. A não perder!

E quando vier a Lisboa, temos uma sugestão para si.

Espero que gostem desta dica e sigam os nossos posts, comentem e partilhem!