Um dia com os Templários

A Ordem dos Templários ou Ordem do Templo e a Ordem na Europa e em Portugal. A sua ligação aos Descobrimentos e o cerco ao Castelo dos Templários em 1190.

Breve História da Ordem dos Templários

Cavaleiro Templário, da Ordem do Templo ou Ordem dos Templários
Cavaleiro Templário

A Ordem dos Templários é fundada em 1118, por Hugo de Payens e mais 8 cavaleiros, com o apoio do Rei Balduíno II de Jerusalém, após a Primeira Cruzada de 1096. O objectivo era o de proteger, quer os peregrinos que se dirigiam para Jerusalém, muitas vezes vítimas de assaltos de ladrões, quer os Reinos Cristãos da Terra Santa, entretanto estabelecidos no Oriente, dos ataques dos muçulmanos.

Os Templários tinham uma excelente capacidade de organização. Em termos de combate estavam entre as mais qualificadas unidades militares, pelo seu total empenho nesta especialização, estando sempre a treinar e a aperfeiçoar os seus métodos de defesa e ataque, mesmo quando não estavam em campanha. Os membros não combatentes, tinham todas as funções logísticas de apoio, mas também criaram uma vasta estrutura económica e inovaram nas técnicas financeiras, tornando-se o embrião do sistema bancário, canalizando e ampliando os benefícios e a caridade que toda a cristandade lhes oferecia.

Segundo alguns historiadores, alguns cavaleiros terão, aquando da extinção da Ordem ido para a Suíça, onde é possível que tenham dado origem ao sistema bancário que hoje é basilar neste país.

Os soberanos da Europa e os vários Papas deram todo o seu apoio à Ordem dos Templários ou Ordem do Templo, como também é conhecida.

A Ordem dos Templários na Europa

O sucesso dos Templários esteve sempre associado ao das Cruzadas, que faziam a guerra em nome de Deus, embora o número de Templários não fosse numeroso, cerca de 400 cavaleiros na Terra Santa.

Para acorrer aos inúmeros combates que travavam, os Templários tentaram suprir as necessidades de reforço do seu contigente com pessoas que não tinham o perfil inicialmente exigido aos cavaleiros da Ordem. O Rei Filipe “o Belo” de França, pretendeu entrar para a Ordem do Templo, mas não foi aceite por se recusar a abdicar de toda a sua riqueza.

Em 1291, os Templários sofrem uma derrota importante, quando os muçulmanos conquistaram a última terra cristã, São João de Acre, Jerusalém.

A partir desse momento, o Rei Filipe, já fortemente endividado com a Ordem, exerceu o seu poder de influência junto do Papa Clemente V, levando à extinção da Ordem do Templo e à execução na fogueira do seu último Grão-Mestre, em 1314.

A Ordem dos Templários em Portugal

A Ordem do Templo chegou ao Condado Portucalense em 1126, oito anos após a sua fundação e Teresa de Leão, Condessa de Portugal, fez doação à Ordem de Fonte Arcada, no atual Concelho de Penafiel. Em 1127 doou o Castelo de Soure, com o compromisso dos Templários colaborarem na conquista de terras sob domínio muçulmano, a sul do Mondego.

Já no reinado de D. Afonso Henriques os Templários ajudaram o Rei na conquista de terras aos Mouros, ficando estes, com a responsabilidade da defesa militar do território entre o Rio Mondego e o Rio Tejo.

Entre eles, D. Gualdim Pais que foi Escudeiro de D. Afonso Henriques e combateu ao seu lado, tendo sido ordenado cavaleiro na Batalha de Ourique, em 1139.

Em 1159, D. Afonso Henriques doou à Ordem dos Templários em Portugal, todas as terras à volta de Tomar, onde em 1160 esta se instalou.

D. Gualdim Pais, regressado da Palestina em 1157, onde combateu durante cinco anos, foi cruzado e cavaleiro templário e o 4º Grão-Mestre da Ordem dos Templários em Portugal, dando início à construção do Castelo de Tomar que veio a ser sede da Ordem.

A Tentativa de Reconquista de Tomar pelos Muçulmanos em 1190

Os muçulmanos, com o Rei de Marrocos, Abu al Mansur ao comando de um numeroso exército, veio conquistando, desde Silves, toda a terra que já estava sob domínio Cristão e, chegado a Tomar em Julho de 1190, devastou tudo à volta do Castelo. Cercados os Templários e a população que acorreu ao Castelo, durante 6 penosos dias, encontraram a resistência de Gualdim Pais e seus cavaleiros, que conseguiram resistir ao cerco e rechaçar esse ataque, tendo os Almóadas regressado aos seus domínios anteriores.

Cerco ao Castelo dos Templários em Tomar A Ordem dos Templários em Portugal.
Cerco ao Castelo dos Templários em Tomar

Após a vitória e apesar de grandes perdas e muita destruição os cavaleiros sobreviventes lograram fazer uma procissão até à Igreja de Nossa Senhora do Olival para, em oração, agradecerem a vitória sobre tão numeroso inimigo.

Gualdim Pais está sepultado nesta Igreja, que foi panteão dos Mestres do Templo.

Jantar Real de celebração da vitória no cerco

Foi no reinado de D. Sancho I que se deu o cerco ao Castelo dos Templários em Tomar e para homenagear a coragem dos seus Cavaleiros comandados por D. Gualdim Pais reuniu num jantar cerca de 200 Cavaleiros entre os quais estava o “Pássaro no Ombro”.

Recebidos no castelo dos templários, com música medieval

seguindo-se o Jantar Real, no Castelo dos Templários, a convite de D. Sancho I e com discurso comovido do Rei

O Arraial Templário

Sempre que estavam em campanha, os cavaleiros da Ordem do Templo “levantavam o arraial”, montando as tendas onde descansavam, onde eram feitas as reparações das armas, onde recuperavam os animais, onde remendavam as vestes, tratavam das refeições e dos mantimentos e treinavam as técnicas de combate para a próxima incursão.

Momentos vividos com os templários no Arraial

A Ordem dos Templários em Portugal e os Descobrimentos

Quando a Ordem é extinta pelo Papa Clemente V, muito poucos cavaleiros foram presos, a maior parte deles franceses. Os cavaleiros de outras nacionalidades refugiaram-se noutros países e esconderam a sua identidade. Eram muito ricos (riqueza ainda hoje procurada) e tinham uma frota que utilizavam para deslocações e negócios que faziam com várias nações. Eram por isso excelentes navegadores.

Consta que no dia seguinte ao aprisionamento dos cavaleiros templários em França a referida frota desapareceu, sem deixar rasto.

Em 1319, após 7 anos sobre a extinção da Ordem dos Templários, o Rei D. Dinis nomeava o primeiro Almirante português de que há memória, apesar de Portugal não ter armada.

D. Dinis consegue negociar com a Santa Sé e, em nome da guerra aos Muçulmanos, obtém autorização para que os bens dos Templários se mantenham em Portugal.

É, então, criada a Ordem de Cristo que segue regras e adota simbologia, a Cruz de Cristo, semelhante à da Ordem dos Templários.

Património Mundial

O Convento de Cristo, que começou com o Castelo dos Templários, foi classificado como Património Mundial da UNESCO, em 1983.

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