Exposição Escher em Lisboa, Museu de Arte Popular

A exposição de Escher está patente no Museu de Arte Popular, em Lisboa, até 27 de Maio de 2018.
Esta Exposição Escher em Lisboa apresenta mais de 200 obras do artista Escher, além de litografias, também equipamentos didácticos, experiências científicas e algumas surpresas.
Ilusões matemáticas e formas impossíveis, a não perder.

Maurits Cornelis ESCHER (1898-1972).

“Considero a minha obra, simultaneamente, como muito bonita e muito feia.”

M.C. Escher

M. C. Escher, 1971.
M. C. Escher, 1971.

Quem é Escher

Escher nasceu em 17 de Junho de 1898, em Leeuwarden, na Holanda.

Em 1919, Escher frequentou a Faculdade de Arquitectura e Artes Decorativas de Haarlem mas nunca obteve bons resultados tendo mudado para artes decorativas, onde adquiriu uma boa base em desenho.

Ainda em 1922 mudou-se para Itália, primeiro Siena e depois Roma, onde desenvolveu o gosto por intrincados desenhos decorativos baseados em simetrias geométricas.

Em 1935, por motivos políticos (Itália era então governada por Mussolini), a família deixou a Itália e mudou-se para Château-d’Oex na Suíça, onde permaneceu dois anos.

Mão com esfera reflectora, 1935. No Museu de Arte Popular.
Mão com esfera reflectora, 1935. No Museu de Arte Popular.

Escher detestou a ’branca miséria de neve’ que encontrou na Suíça e, em 1937, a família mudou-se para Ukkel, na Bélgica, perto de Bruxelas.

Em Janeiro de 1941, já durante a Segunda Grande Guerra Mundial, Escher decidiu viver num lugar onde se sentisse mais seguro e mais tranquilo para continuar a desenvolver os seus trabalhos, mudou-se para Baarn, na Holanda, período em que concretizou a sua obra mais rica.

Mãos desenhando-se, 1948.
Mãos desenhando-se, 1948.

Escher, que desde muito novo sofria de graves problemas de saúde, refugiou-se, em 1970, na Casa-de-rosa-Spier, em Laren, na Holanda, uma casa onde os artistas idosos podiam ter os seus próprios estúdios e beneficiar de cuidados de saúde.

Faleceu aqui em 27 de Março de 1972.

As Obras de Escher, uma simbiose entre a arte e a matemática. Museu de Arte Popular

Apesar de, segundo as suas próprias palavras, Escher se sentir infeliz muitas noites por se considerar incapaz de concretizar as suas visões, nunca deixou de se maravilhar face à infinita capacidade que a vida tem de criar beleza.

O poder atractivo das gravuras de Escher não tem parado de aumentar desde a sua morte, tal como a popularidade dos seus livros e os milhares de reproduções que são vendidas anualmente.

Qualquer ideia que lhe ocorria tinha de ser exaustivamente explorada, por vezes ao longo de vários meses.

Escher deliciou-se e delicia-nos com o facto de representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel, criando assim figuras impossíveis, representações distorcidas e paradoxais.

Posteriormente foi considerado um grande matemático geométrico devido à sua capacidade de nos mostrar a matemática na arte e na vida. Escher utilizou quatro tipos de transformações geométricas: translações, rotações, reflexões e reflexões deslizantes, sempre com resultados surpreendentes.

Escher, além de produzir xilogravuras e litografias, também ilustrou livros e desenhou tapeçarias, selos, postais e murais.

A sua obra tende a representar construções e formas impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e metamorfoses, recorrendo muitas vezes a padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

Uma característica relevante dos trabalhos de Escher é o facto de nunca se ter repetido; uma ou outra vez poderemos encontrar diversas gravuras com o mesmo tema, mas na realidade trata-se sempre de um aperfeiçoamento ou de uma variação com que ele pretendia transmitir mais clara e sucintamente uma determinada ideia.

Relatividade, litografia, 1953.
Relatividade, litografia, 1953.

Para que nos possamos deliciar com a magia de Escher e a sua maravilhosa arte, está actualmente ao nosso dispor uma exposição com mais de 200 trabalhos de Escher, que nos surpreenderão pelas suas representações e construções impossíveis, através da exploração do infinito, com recurso a padrões e figuras geométricas e à ilusão de óptica.

A exposição de Escher, que está patente no Museu de Arte Popular, em Lisboa, até 27 de Maio de 2018, apresenta, além de litografias, também equipamentos didácticos, experiências científicas e algumas surpresas.

Para mais informação sobre horários, preços e compra de bilhetes para visitar a exposição de Escher em Lisboa, clique na imagem:

Trabalhos de Escher. Museu de Arte Popular, Exposição Escher em Lisboa.
Museu de Arte Popular, Exposição Escher em Lisboa.

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