Fado da mouraria, significado do fado e restaurantes na mouraria

Escolhemos a Tasca do Faísca no Bairro da Mouraria, para um almoço tradicional e para podermos ver o fado ao vivo e com uma nova protagonista.

Fado da Mouraria

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Monumento à Guitarra Portuguesa e ao Fado

A Origem do fado, no essencial, é ainda desconhecida, mas certo é que surge na rica mistura de culturas, que sempre existiu em Lisboa. É por isso uma canção urbana. Foi nesta miscelânea cultural em Lisboa, que envolveu a mourisca, os judeus, os lisboetas e os passantes que aqui vinham comer e divertir-se, muitos deles marinheiros e comerciantes, que em Lisboa e em particular na Mouraria, se afirma o fado da mouraria e daí a expressão muito fadista, Ai Mouraria!! E que é cantado no Fado Ai Mouraria.

As primeiras manifestações do género começam por volta de 1830, segundo Nery (2).

Mas não era uma canção, que tivesse aqui, a sua origem na tradição árabe, porque no Algarve, a última zona onde a moirama viveu, não há traços desse fado. Não existem registos até ao inicio do Século XIX nem no Algarve nem na Andaluzia onde os árabes permaneceram até ao Século XV.

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Bairro da Mouraria, Rua do Capelão, Largo da Severa, o Fado mora em Lisboa

O fado mora em Lisboa e nasceu no Bairro da Mouraria. Vamos andar pela Rua do Capelão, Largo da Severa. Passamos pelas casas da Severa, do Fernando Maurício e da Mariza.

O Bairro da Mouraria é um dos mais antigos de Lisboa.

É um bairro que rivaliza com Alfama, na disputa da origem do fado, embora hoje se reconheça que terá sido neste Bairro da Mouraria, o berço do fado.

O fado mora em Lisboa, no Bairro da Mouraria!

À entrada da Rua do Capelão, a escultura da guitarra portuguesa, indica-nos o caminho e conduz-nos por essas ruas cheias de história.

Deixemo-nos ir por esses becos e vielas, onde as janelas e as portas das casas parecem cada uma delas querer contar a sua história.

Vamos pela Rua do Capelão, Largo da Severa (ou Beco da Severa) e Beco da Jasmim.

A dado momento, admiramos a estátua de Fernando Maurício e passamos pela “mui nobre” Rua Marquês de Ponte do Lima, Travessa dos Lagares, enfim vagueamos por onde o fado também respira. Sim, o fado mora em Lisboa e sente-se essa característica …

Alfama encontra-se na descida da encosta que vem do Castelo de S. Jorge para o rio, o bairro da Mouraria, na descida para o lado contrário, na zona mais escura da encosta do Castelo e vem terminar na Praça do Martim Moniz.

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Produções ilusórias de Escher, figuras impossíveis, incongruentes e desconcertantes

O artista Escher utilizou transformações geométricas, para obter figuras incongruentes, surpreendentes e figuras impossíveis, combinando matemática e arte e ao mesmo tempo arte e matemática. As produções ilusórias de Escher, enganam o nosso cérebro. Vamos visitar as pinturas de Escher. Obras de Escher, surpreendentes!

Na sequência do artigo em que abordámos a questão de quem foi Escher, visitámos a Exposição de Escher em Lisboa com as obras do artista Escher. Vimos problemas matemáticos e ilusões visuais, numa combinação de arte e matemática. Vamos ver as obras de Escher.

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Vilas de Portugal. Sítios a visitar em Campo Maior

Campo Maior uma das vilas de Portugal, com uma história atribulada, fronteira com Espanha, ocupada por celtas, romanos, mouros e passagem das tropas francesas de Napoleão.
No interior de Portugal. O Alentejo profundo. Continuamos por este Portugal, para descobrir mais um dos lugares lindos e dos sítios a visitar.

Desta vez fomos passear pelas Vilas de Portugal Interior, no Alentejo profundo. Depois de Arronches passámos por Campo Maior, mais um dos lugares lindos que vamos descobrindo por este Portugal.

Campo Maior uma das vilas de Portugal interior com uma história atribulada, fronteira de Portugal com Espanha, foi ocupada por celtas, romanos, mouros e passagem das tropas francesas de Napoleão.

Em 1297, após a assinatura do Tratado de Alcanizes, Campo Maior passou a fazer parte de Portugal, juntamente com Olivença e Ouguela.

No dia 16 de Setembro de 1732, durante uma violenta tempestade, caiu um raio sobre o Castelo que atingiu em cheio os paióis de munições e pólvora aí existentes. Foi uma explosão de tal forma violenta que destruiu praticamente uma das vilas de Portugal e matou grande parte da população.

Foi D. João V que mandou reerguer o Castelo, que ainda existe, embora neste momento se encontre quase destruído, por ter sido abandonado e vandalizado durante vários anos.

Referia a imprensa, em 2010, que viviam 50 famílias junto ao Castelo quando ocorreu um desmoronamento parcial do monumento.

Na Praça principal não podia faltar uma notável estátua de um dos grandes obreiros da riqueza da região na produção e comercialização de café, o Comendador Rui Nabeiro.

Estátua do Comendador Rui Nabeiro
Estátua do Comendador Rui Nabeiro

Mas Campo Maior tem muito para ver e aprender. A nossa próxima paragem foi no Museu Aberto.

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Locais a visitar em Portugal. Passeio pelo Interior de Portugal.

Fomos passear pelo interior de Portugal, no Alentejo profundo. Da panóplia de locais a visitar em Portugal, escolhemos Arronches e Campo Maior. Vilas e Aldeias com história, marcadas pela defesa da fronteira.

Locais a visitar em Portugal, pensámos e escolhemos passear pelo interior de Portugal, o Alentejo profundo. Começámos por Arronches e passámos por Campo Maior, duas aldeias históricas que precisamos de visitar e apreciar para melhor conhecer o País.

Arronches foi conquistada por D. Afonso Henriques mas enquanto a ocupação pelos mouros não foi totalmente resolvida foi sendo perdida e reconquistada, primeiro por D. Sancho II e por fim por D. Paio Peres Correia em 1242.

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Passeio de barco no Douro, uma das mais belas paisagens de Portugal

Na escolha de locais para visitar esta é uma das viagens a fazer, para apreciar um dos lugares mais bonitos de Portugal.
A não perder!
O rio Douro e a sua paisagem, de uma beleza natural e moldada pela mão humana, é imperdível em Portugal.

Nos nossos passeios em Portugal, esta foi uma viagem muito agradável no rio Douro, um dos lugares mais bonitos de Portugal, acompanhados por gente simpática de diversas nacionalidades. Nós fomos e adorámos!

A viagem começou no Cais da Ribeira, pela manhã, bem cedo.

Preparados para o Passeio de barco no Douro, no Cais da Ribeira
Preparados para o Passeio de barco no Douro, no Cais da Ribeira

Daqui a pouco entraremos no Barco.

O rio Douro é um dos maiores rios da Península Ibérica e o maior rio que atravessa Portugal. Nasce em Espanha, na serra de Urbião, desaguando entre as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

Vista do Porto, um dos locais para visitar
Vista do Porto, um dos locais para visitar

O Porto parece emergir do rio Douro.

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Descobrir Portugal – Biblioteca do Palácio de Mafra

Dos locais a visitar, escolhemos a visita noturna à Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra e conhecer a sua história.
Conhecer os nossos “amigos” morcegos que por aqui vivem e ajudam a cuidar de tão grandioso espólio.
Um belo passeio pelo património, imperdível em Portugal.

Para enriquecer a nossa agenda de locais a visitar e para descobrir Portugal, depois da nossa visita ao Palácio Conde de Óbidos vamos passear por Mafra.

Numa noite estrelada de Verão fomos visitar a Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. Um dos locais a visitar, tal como o Palácio da Ajuda. Imperdível em Portugal

Parece estranho?

A ideia desta visita noturna, para além de querer conhecer tão bela Biblioteca e a sua história, pretendia também proporcionar um encontro com os nossos “amigos” morcegos que, ao longo de todo este tempo, têm zelado pela saúde dos livros e ajudado a cuidar de tão grandioso espólio.

Entramos no Palácio e, passada a primeira sala, eis que

Salão Grande do Rei
Salão Grande do Rei

no corredor imediatamente a seguir somos surpreendidos por diligentes senhoras que faziam a limpeza do Palácio.

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Exposição Escher em Lisboa, Museu de Arte Popular

A exposição de Escher está patente no Museu de Arte Popular, em Lisboa, até 27 de Maio de 2018.
Esta Exposição Escher em Lisboa apresenta mais de 200 obras do artista Escher, além de litografias, também equipamentos didácticos, experiências científicas e algumas surpresas.
Ilusões matemáticas e formas impossíveis, a não perder.

Maurits Cornelis ESCHER (1898-1972).

“Considero a minha obra, simultaneamente, como muito bonita e muito feia.”

M.C. Escher

M. C. Escher, 1971.
M. C. Escher, 1971.

Quem é Escher

Escher nasceu em 17 de Junho de 1898, em Leeuwarden, na Holanda.

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As obras de Joan Miró, Materialidade e Metamorfose.

Não perca as 85 obras de Joan Miró, expostas até 13 Fevereiro de 2018, no Palácio da Ajuda em Lisboa.
Locais a visitar e imperdível.

As 85 obras de Joan Miró, Materialidade e Metamorfose,  em exposição em Lisboa, no Palácio da Ajuda, até 13 de Fevereiro de 2018.

Esta exposição reúne as obras de Miró que pertenciam ao ex-BPN, inicialmente expostos na Fundação de Serralves e que agora se encontram na Palácio da Ajuda.

Simbolo Pássaro
Simbolo Pássaro

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A Placa perdida do tempo dos Descobrimentos, visita a não perder

A placa que encontrámos na Capela de São Jerónimo no Restelo, em Lisboa.
Diz a placa que “A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março.” A frase é escrita por um dos heróis ligados à aventura dos descobrimentos.
Que quer isto dizer?

Descobrimos uma placa alusiva à “Aventura dos Descobrimentos” na Capela de São Jerónimo no Restelo, em Lisboa, mais uma visita a não perder:

“A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi foi segunda-feira, 9 de Março”.

Sua Majestade o Rei estava distraído? Então não sabia que a partida das naus tinha sido naquela segunda feira? E de que ano?

Placa; Capela Sao Jeronimo no Restelo
Placa; Capela Sao Jeronimo no Restelo

Fomos indagar o significado desta mensagem.

É uma frase curta escrita por Pêro Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral quando do descobrimento da Terra Nova. A grande aventura dos descobrimentos.

A frase está na carta de Pêro Vaz para o Rei, dois meses após o início da viagem da armada de Cabral. Carta feita “Deste Porto Seguro, de vossa ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500.”

A Carta conservou-se inédita por mais de dois séculos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Foi descoberta, em 1773 por José de Seabra da Silva e publicada pelo historiador Manuel Aires de Casal na sua Corografia Brasílica (1817).

Em 2005, este documento foi inscrito no Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), alusivo portanto à aventura dos descobrimentos.

Carta ao rei D. Manuel, comunicando o descobrimento da Ilha de Vera Cruz

A aventura dos Descobrimentos. Original carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei D Manuel I, Torre do Tombo, Lisboa
Original carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei D Manuel I, Torre do Tombo, Lisboa

Alguns detalhes da carta de Pêro Vaz de Caminha, do descobrimento da terra nova que fez Pêro Álvares:

“Senhor:

Posto que o capitão desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que nesta navegação agora se achou, não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza, o melhor que eu puder, ainda que, para o bem contar e falar, o saiba fazer pior que todos.

(…)

Portanto, Senhor, do que hei-de falar, começo e digo:

A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março.

Sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e as 9 horas, nos achámos entre as Canárias, mais perto da Grã Canária.

(…)

E domingo, 22 do dito mês, às 10 horas pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas do Cabo Verde, ou melhor, da ilha de São Nicolau, segundo dito de Pêro Escolar, piloto.

Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com a sua nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse.

(…)

(22 de Abril)

E quarta-feira seguinte, pola manhã, topámos aves, a que chamam fura-buchos.

Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!

Primeiramente de um grande monte, mui alto e redondo, e de outras serras mais baixas ao sul dele, e de terra chã, com grandes arvoredos. Ao monte alto o capitão pôs nome o Monte Pascoal e à terra, a Terra da Vera Cruz.

(…)

(23 de Abril)

E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos direitos à terra (…) lançámos âncoras em frente à boca do um rio.

E chegaríamos a esta ancoragem às 10h, pouco mais ou menos.

(…)

E o capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho, para ver aquele rio.

E, tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois, quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia 18 ou 20 homens.

(…)

Ali não pôde deles haver fala nem entendimento (…) deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho, que levava na cabeça, e um sombreiro preto.

Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave compridas, com uma copazinha pequena de penas vermelhas e pardas, como de papagaio.

(…)

E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver mais fala, por causa do mar.

(…)

Beijo as mãos de Vossa Alteza.

Deste Porto Seguro, de vossa ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500.”
Pêro Vaz de Caminha.

Pêro Vaz de Caminha (Porto, 1450 – Calecute, Índia, 15/12/1500)
Escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral.

A história  e a aventura dos descobrimentos portugueses e em particular a descoberta do Brasil numa carta que pode ler em mais detalhe.

A versão PDF da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel I, publicada em 1998 pela Expo98 está disponível para ser descarregada:

Clique aqui

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