As obras de Joan Miró, Materialidade e Metamorfose.

Não perca as 85 obras de Joan Miró, expostas até 13 Fevereiro de 2018, no Palácio da Ajuda em Lisboa.
Locais a visitar e imperdível.

As 85 obras de Joan Miró, Materialidade e Metamorfose,  em exposição em Lisboa, no Palácio da Ajuda, até 13 de Fevereiro de 2018.

Esta exposição reúne as obras de Miró que pertenciam ao ex-BPN, inicialmente expostos na Fundação de Serralves e que agora se encontram na Palácio da Ajuda.

Simbolo Pássaro
Simbolo Pássaro

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A Placa perdida do tempo dos Descobrimentos, visita a não perder

A placa que encontrámos na Capela de São Jerónimo no Restelo, em Lisboa.
Diz a placa que “A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março.” A frase é escrita por um dos heróis ligados à aventura dos descobrimentos.
Que quer isto dizer?

Descobrimos uma placa alusiva à “Aventura dos Descobrimentos” na Capela de São Jerónimo no Restelo, em Lisboa, mais uma visita a não perder:

“A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi foi segunda-feira, 9 de Março”.

Sua Majestade o Rei estava distraído? Então não sabia que a partida das naus tinha sido naquela segunda feira? E de que ano?

Placa; Capela Sao Jeronimo no Restelo
Placa; Capela Sao Jeronimo no Restelo

Fomos indagar o significado desta mensagem.

É uma frase curta escrita por Pêro Vaz de Caminha, escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral quando do descobrimento da Terra Nova. A grande aventura dos descobrimentos.

A frase está na carta de Pêro Vaz para o Rei, dois meses após o início da viagem da armada de Cabral. Carta feita “Deste Porto Seguro, de vossa ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500.”

A Carta conservou-se inédita por mais de dois séculos no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. Foi descoberta, em 1773 por José de Seabra da Silva e publicada pelo historiador Manuel Aires de Casal na sua Corografia Brasílica (1817).

Em 2005, este documento foi inscrito no Programa Memória do Mundo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), alusivo portanto à aventura dos descobrimentos.

Carta ao rei D. Manuel, comunicando o descobrimento da Ilha de Vera Cruz

A aventura dos Descobrimentos. Original carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei D Manuel I, Torre do Tombo, Lisboa
Original carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei D Manuel I, Torre do Tombo, Lisboa

Alguns detalhes da carta de Pêro Vaz de Caminha, do descobrimento da terra nova que fez Pêro Álvares:

“Senhor:

Posto que o capitão desta vossa frota e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que nesta navegação agora se achou, não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza, o melhor que eu puder, ainda que, para o bem contar e falar, o saiba fazer pior que todos.

(…)

Portanto, Senhor, do que hei-de falar, começo e digo:

A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de Março.

Sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e as 9 horas, nos achámos entre as Canárias, mais perto da Grã Canária.

(…)

E domingo, 22 do dito mês, às 10 horas pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas do Cabo Verde, ou melhor, da ilha de São Nicolau, segundo dito de Pêro Escolar, piloto.

Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com a sua nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse.

(…)

(22 de Abril)

E quarta-feira seguinte, pola manhã, topámos aves, a que chamam fura-buchos.

Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra!

Primeiramente de um grande monte, mui alto e redondo, e de outras serras mais baixas ao sul dele, e de terra chã, com grandes arvoredos. Ao monte alto o capitão pôs nome o Monte Pascoal e à terra, a Terra da Vera Cruz.

(…)

(23 de Abril)

E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos direitos à terra (…) lançámos âncoras em frente à boca do um rio.

E chegaríamos a esta ancoragem às 10h, pouco mais ou menos.

(…)

E o capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho, para ver aquele rio.

E, tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois, quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia 18 ou 20 homens.

(…)

Ali não pôde deles haver fala nem entendimento (…) deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho, que levava na cabeça, e um sombreiro preto.

Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave compridas, com uma copazinha pequena de penas vermelhas e pardas, como de papagaio.

(…)

E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver mais fala, por causa do mar.

(…)

Beijo as mãos de Vossa Alteza.

Deste Porto Seguro, de vossa ilha da Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de Maio de 1500.”
Pêro Vaz de Caminha.

Pêro Vaz de Caminha (Porto, 1450 – Calecute, Índia, 15/12/1500)
Escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral.

A história  e a aventura dos descobrimentos portugueses e em particular a descoberta do Brasil numa carta que pode ler em mais detalhe.

A versão PDF da carta de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel I, publicada em 1998 pela Expo98 está disponível para ser descarregada:

Clique aqui

Esperamos que gostem, partilhem nas vossas redes sociais e comentem.

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Onde comer em Viana do Castelo, na Tasquinha da Linda

Quando for a Viana não deixe de ir à Tasquinha da Linda na Doca das Marés. Um antigo armazém que foi reconstruido e agora é um restaurante onde pode apreciar bons peixes e mariscos.
A gastronomia de Viana do Castelo está aqui bem representada.

Onde comer em Viana do Castelo, com boa comida e bom ambiente, procuramos e após a descoberta, partilhamos uma experiência gastronómica imperdível, na Tasquinha da Linda. Gastronomia típica de Viana do Castelo, sem dúvida

Diz-se muitas vezes que o que faz a diferença são as pessoas. Pois aqui está um local onde as pessoas fazem, mesmo, a diferença. Sempre atentas, dispostas a ajudar, com sugestões que melhor se adequem aos gostos e preferências de cada um de nós. Claro que a Linda, além de o ser, é a alma que impulsiona e dá o mote. Conhece todos os “truques” dos peixes e mariscos e está no local exato para ter a melhor matéria prima. A lota é mesmo ali ao lado. E daqui parte a matéria prima para a gastronomia típica de Viana do Castelo.

Na Doca das Marés, a Tasquinha da Linda tem um enquadramento fantástico, o porto de mar onde entram e saem os barcos que na sua faina trazem o peixe e o marisco acabado de pescar. Um bom local onde comer em Viana do Castelo.

Junto ao mar em Viana
Junto ao mar em Viana

Estamos perto do Restaurante, ambiente marítimo, cheira a mar.

Comer bem em Viana do Castelo, é o objetivo!

Restaurante da Linda com Linda Vista Viana Castelo
Linda Vista Viana Castelo

Lá está o Pássaro a olhar para nós, como se estivesse a dizer, “vai aí à tasquinha que é um antigo armazém mas foi reconstruido e agora é muito catita. Bom almoço”.

Ora então vamos lá a entrar.

Logo à entrada entre referências e títulos de jornais, encontrámos este quadro com uma fotografia dos pescadores e do pescado a ser leiloado. Um quadro adequado às tasquinhas fidalgas.

Gastronomia típica de Viana do Castelo!

E o quadro conta-nos um pouco da história do restaurante. “O espaço resulta da recuperação de velhos armazéns onde os pescadores artesanais guardavam as suas artes. E a Linda, não desfazendo na tradição, serve os seus clientes com o melhor marisco e peixe frescos de Viana do Castelo. Carta de vinhos a condizer”.

Gastronomia típica de Viana do Castelo. Comer e beber bem, Quadro na Entrada da Tasquinha da Linda
Quadro na Entrada da Tasquinha da Linda

Onde comer em Viana do Castelo e ser agradavelmente surpreendido.

A ementa apresenta-nos uma grande variedade de peixes e mariscos, há que decidir. Ora vejamos, massada de tamboril, robalo grelhado com batata a murro, polvo à galega em homenagem aos nossos “vecinos de Galicia”.

Bom, isto não está nada fácil. Peixes fescos e com ótimo aspeto, marisco lindo… O que vamos comer?

Aceitámos a sugestão da Linda e acabámos a degustar um Arroz de Lavagante. Sabor e cheiro a mar, bem cozinhado e generosa quantidade. Delicioso! Faz parte da gastronomia típica de Viana do Castelo.

Comer bem em Viana do Castelo é aqui. Quanto às bebidas, claro, bebemos o vinho da zona, verde, na ocasião o Muros Antigos, do enólogo Anselmo Mendes.

Comer bem em Viana do Castelo. Beber bom vinho, Vinho Verde a acompanhar
Vinho Verde a acompanhar, na Tasquinha da Linda

E a Linda ainda nos sugeriu o local onde poderíamos comprar este vinho por bom preço.

Onde comer em Viana do Castelo e comer bem, Arroz de Lavagante
Arroz de Lavagante no Restaurante da Linda

Foi um repasto saboroso que recomendamos. Se procura onde comer em Viana do Castelo, experimente!

É uma tasca fidalga para peixes e mariscos, sem dúvida!

Não esquecer fazer a reserva, na Tasquinha da Linda.

Comer bem em Viana do Castelo. A não perder!

E quando vier a Lisboa, temos uma sugestão para si.

Espero que gostem desta dica e sigam os nossos posts, comentem e partilhem!


 

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Locais a visitar, Palácio dos Condes de Óbidos em Lisboa

Um dos locais a visitar, é o Palácio dos Condes de Óbidos. Painéis de azulejo, lustres de cristal e uma biblioteca deslumbrantes. Uma visão magnífica sobre a Gare Marítima de Óbidos. Actualmente é a sede da Cruz Vermelha Portuguesa. Um dos sítios lindos de Lisboa e que merece a sua visita. Local a não perder em Lisboa.

Ao planear os nossos passeios em Portugal, procurámos por locais a visitar em Lisboa, pontos de interesse que não estivessem nas rotas ditas normais.

Um dos locais a visitar, o Palácio dos Condes de Óbidos, um Palácio escondido e que é preciso saber encontrar. Em frente à Rocha Conde de Óbidos.

Foi construído no século XVII e passa para a Cruz Vermelha Portuguesa em 1919.

Da Rocha Conde de Óbidos, avista-se o Palácio.

Visita a não perder. Palácio dos Conde de Óbidos vista da Gare Maritima
Palácio dos Conde de Óbidos vista da Gare Maritima

Conde de Óbidos foi um título nobiliárquico atribuido pelo Rei D. Filipe III a D. Vasco Mascarenhas, que fora Vice-Rei da India e do Brasil.

Neste palácio residiu o artista Jorge Colaço, autor de um magnífico painel de azulejos, exposto no terraço, alusivo à chegada às Terras de Vera Cruz, o Brasil. Aqui chegaram os primeiros ocidentais com Pedro Álvares Cabral ao comando das 13 naus da viagem.

Locais a visitar. Painel de Azulejos descoberta de Vera Cruz
Painel de Azulejos descoberta de Vera Cruz
Descobrir Portugal. Painel de Azulejos Pedro Alvares Cabral
Painel de Azulejos Pedro Alvares Cabral

Um dos locais a visitar é a varanda do Palácio, da qual podemos ver em frente a Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos.

A Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, construída em 1948 é também um dos locais a visitar, com pinturas murais de Almada Negreiros.

O Palácio Conde de Óbidos, também é conhecido por Palácio da Rocha, com origem na sua localização, implantado em cima de um enorme monte rochoso, que por ser tão alto, de lá se avista o rio Tejo.

Locais a visitar. Palácio dos Conde de Óbidos vista para a Gare da Rocha Conde de Óbidos
Palácio dos Conde de Óbidos vista para a Gare da Rocha Conde de Óbidos

São muitos e variados os painéis de azulejos e pinturas de fresco. Mesmo a entrada, na fachada principal, está ladeada por seis painéis de azulejos da autoria do Coronel Vitória Pereira e desenhados em 1937, com figuras de um fidalgo, de um alabardeiro, isto é, um homem armado de alabarda, ou archeiro e de uma dama. Na sala de jantar, podemos apreciar outros painéis da sua autoria e que representam curiosas cenas palacianas.

O átrio do Palácio dos Condes de Óbidos, ostentando os bustos do rei D. Luís I e da rainha D. Maria Pia, protetores da Cruz Vermelha em Portugal, dá acesso à Biblioteca.

Palácio Conde de Óbidos Busto de D Luis I
Palácio Conde de Óbidos Busto de D Luis I
Palácio Conde de Óbidos Busto de D Maria Pia
Palácio Conde de Óbidos Busto de D Maria Pia

Na Biblioteca, destaca-se um grande lustre de cristal, fabricado na Marinha Grande e o teto tem uma pintura representando a Paz de Alvalade, na qual a Rainha Santa Isabel surge montada num burro, entre o Rei D. Dinis e seu filho D.Afonso IV.

Local a visitar, a Biblioteca do Palácio Conde de Óbidos e não perder o Lustre.
Local a visitar, a Biblioteca do Palácio Conde de Óbidos e não perder o Lustre.
Palácio Conde de Óbidos Biblioteca
Palácio Conde de Óbidos Biblioteca

Nas paredes das várias salas do Palácio Conde de Óbidos, podem ver-se retratos dos presidentes da Cruz Vermelha Portuguesa, como na Sala D. João de Castro, entre os quais o de Maria de Jesus Barroso.

Palácio Conde de Óbidos sala D. João Castro
Palácio Conde de Óbidos sala D. João Castro

Este é um dos locais a visitar, de grande interesse e a não perder em Lisboa. Veja também a Rocha Conde de Óbidos.

O Palácio dos Condes de Óbidos pode ser visitado, com marcação prévia, como se pode verificar no site da Cruz Vermelha nas “Visitas Guiadas”, bastando, para isso, clicar na imagem abaixo, que representa a entrada principal do Palácio. Chega-se através do Jardim 9 de Abril e ao lado do Museu Nacional de Arte Antiga, o antigo Palácio dos Condes de Alvor.

Um dos locais a visitar. Palácio dos Condes de Óbidos Entrada. Actual Sede da Cruz Vermelha Portuguesa.
Entrada Palácio dos Condes de Óbidos Actual Sede da Cruz Vermelha Portuguesa.

Um olhar rápido pelo interior deste Palácio, um dos sítios de Lisboa para visitar e encantar.

Continuaremos a escolher e partilhar locais a visitar como outros Palácios dentro ou fora de Lisboa.

Esperamos que goste do Palácio encantador, faça like, siga os nossos posts, comente e partilhe! Obrigado.

Fotos 1, 7 e 10 gentilmente cedidas pela Cruz Vermelha Portuguesa.
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As obras de Miró no Palácio da Ajuda. Encante-se!

A exposição apresenta 85 obras de Joan Miró que vieram de Serralves para o Palácio Nacional da Ajuda.
Estas obras pertenciam ao BPN e estavam para ser leiloadas em Londres, mas o Governo decidiu impedir essa venda.
Abarca um período de 6 décadas do artista, de 1924 a 1981 e apresenta as suas metamorfoses artísticas no desenho, pintura, colagem e trabalhos em tapeçaria.

Quadros de Joan Miró em exposição “Joan Miró – materialidade e metamorfose” no Palácio da Ajuda até 8 de janeiro de 2018.

Num belo sábado de outubro fomos ao Palácio da Ajuda em Lisboa, ver as obras de Miró. A Exposição Joan Miró.

Já tinhamos visto a exposição em Serralves no Porto, mas esta era a oportunidade não só de ver todos os 85 quadros de joan miró, da coleção pertencente ao antigo Banco BPN mas também revisitar o Palácio Nacional da Ajuda.

Mas quem foi Joan Miró?

Nasceu em Barcelona em 1893, esteve em Paris e passou sempre as férias em Montroig, perto de Barcelona, onde os pais tinham uma quinta. Em 1956 muda-se para a terra de sua mãe, Palma de Maiorca, onde vem a falecer em 1983.

Esta exposição tem obras de Miró em pintura, desenho, escultura, colagem e tapeçaria (“sobreteixims”) que Miró realizou entre 1972 e 1973.

Há na exposição tapeçarias suspensas e sobreteixims cujo suporte é feito de sacos de serapilheira, usados para transportar farinha e encontrados por Miró numa antiga fábrica, onde produziu muitos destes trabalhos.

Miró explora a polivalência dos signos visuais, como os pássaros, a mulher, as estrelas, a lua , o sol e as constelações e usa cores bem vivas, como o azul, amarelo, vermelho, o branco e o preto.

Logo à entrada encontramos uma mulher com um pássaro.

Quadros de Joan Miró. Mulher e Pássaro, 1959,
Exposição Joan Miró, Mulher e Pássaro, 1959, Joan Miro
Exposição Joan Miró, Mulher e Pássaro, 1965, Joan Miro
Exposição Joan Miró, Mulher e Pássaro, 1965, Joan Miro

 

 

E mais à frente, esta outra.

Os pássaros voam, talvez venham poisar no ombro.

Gostamos destas pinturas abstratas e dos símbolos que Miró criou nas suas obras.

Olhamos para os quadros de Miró e as suas cores, as linhas fluidas, as estrelas, a lua e toda a simbologia que criou, fazem-nos sonhar e reacender sentimentos e emoções no interior de nós.

Tal como o pássaro, Miró olhava o céu, via as estrelas e dava-lhes uma configuração ou de 5 pontas ou mesmo com 3 linhas.

Símbolo da Lua, Miró
Símbolo da Lua, Miró
Símbolo de Estrela, Miró
Símbolo de Estrela, Miró

 

A lua também aparece nos seus signos.

 

Símbolo de Estrela, Miró
Símbolo de Estrela, Miró
Símbolo do Sol, Miró
Símbolo do Sol, Miró

O Sol, nesta simbologia,

pode aparecer como um

círculo vermelho ou preto

 

As constelações no céu são linhas e círculos pretos.

Simbologia das Constelações, Miró
Simbologia das Constelações; Miró

Também vemos nas obras de Miró, os pássaros a voar. São linhas pretas terminando com uma seta.

Símbolo Pássaro, Miró
Símbolo Pássaro, Miró
Símbolo Pássaro, Miró
Símbolo Pássaro, Miró

Miró sempre recusou a ideia de pintar algo abstrato, já que para ele a abstração é como uma “casa deserta”. Estava no limiar da abstração mas sempre recusou que o alinhassem entre os pintores abstratos.

Um quadro a não perder também é “A Fornarina”, pintado em 1939 e que Miró tomou como modelo, um retrato do Mestre renascentista Rafael Sanzio.

Dos quadros de Joan Miró, este  foi avaliado pela Christie´s em Londres, por cerca de 3 milhões de euros.

Coloquemos, então lado a lado o quadro de Rafael e o quadro de uma das obras de Miró, para comparar.

La_Fornarina, Rafael
La_Fornarina, Rafael
La Fornarina, Joan Miró, 1929
La Fornarina, Miró, 1929

O corpo da mulher no quadro de Joan Miró, é representado pelo triângulo negro (um dos seus símbolos) e dá uma grande preponderância aos seios e aos olhos da Fornarina, supostamente o grande amor de Rafael.

Uma visita rápida à exposição das obras de Miró, neste curto video

Os quadros de Joan Miró que integram esta exposição estavam para ser leiloadas em Londres por cerca de 35 milhões de euros para minimizar a perda que tivemos com o descalabro do BPN, mas o Governo decidiu impedir essa venda e entregar a coleção à Câmara Municipal do Porto.

Se quiser obter o catálogo da exposição clique neste link.

E se quiser saber mais sobre as obras de Miró, recomendamos este livro:

Obras de Miró o pintor das estrelas
Obras de Miró o pintor das estrelas

Vá visitar o Palácio Nacional da Ajuda e não perca esta exposição com os 85 quadros de Joan Miró, patente até 8 de janeiro de 2018.

Exposição Joan Miró, não a perca!

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