Locais a visitar em Lisboa, Palácio dos Condes de Óbidos

O Palácio dos Condes de Óbidos, com paineis de azulejos, lustres de cristal e uma biblioteca deslumbrantes, é um dos sítios lindos de Lisboa e que merece a sua visita.
No terraço do Palácio uma magnífica evocação aos Descobrimentos Portugueses e uma vista única para a Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos.

Ao planear os nossos passeios em Lisboa, procurámos por pontos de interesse em Lisboa que não estivessem nas rotas ditas normais.

Visitámos o Palácio dos Condes de Óbidos, um Palácio escondido e que é preciso saber encontrar.

Foi construido no século XVII e passa para a Cruz Vermelha Portuguesa em 1919.

Palácio Conde de Óbidos vista da Gare Maritima
Palácio Conde de Óbidos vista da Gare Maritima

Conde de Óbidos foi um título nobiliárquico atribuido pelo Rei D. Filipe III a D. Vasco Mascarenhas, que fora Vice-Rei da India e do Brasil.

Neste palácio residiu o artista Jorge Colaço, autor de um magnífico painel de azulejos, exposto no terraço, alusivo à chegada às Terras de Vera Cruz, o Brasil. Aqui chegaram os primeiros ocidentais com Pedro Álvares Cabral ao comando das 13 naus da viagem.

Painel de Azulejos descoberta de Vera Cruz
Painel de Azulejos descoberta de Vera Cruz
Painel de Azulejos Pedro Alvares Cabral
Painel de Azulejos Pedro Alvares Cabral

Da varanda do Palácio podemos ver em frente a Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos. Também é conhecido por Palácio da Rocha, com origem na sua localização, implantado em cima de um enorme monte rochoso, que por ser tão alto de lá se avista o rio Tejo.

Palácio Conde de Óbidos vista para a Gare da Rocha
Palácio Conde de Óbidos vista para a Gare da Rocha

São muitos e variados os painéis de azulejos e pinturas de fresco. Mesmo a entrada, na fachada principal, está ladeada por seis painéis de azulejos da autoria do Coronel Vitória Pereira e desenhados em 1937, com figuras de um fidalgo, de um alabardeiro, isto é, um homem armado de alabarda, ou archeiro e de uma dama. Na sala de jantar, podemos apreciar outros painéis da sua autoria e que representam curiosas cenas palacianas.

O átrio do Palácio dos Condes de Óbidos, ostentando os bustos do rei D. Luís I e da rainha D. Maria Pia, protetores da Cruz Vermelha em Portugal, dá acesso à Biblioteca.

Palácio Conde de Óbidos Busto de D Luis I
Palácio Conde de Óbidos Busto de D Luis I
Palácio Conde de Óbidos Busto de D Maria Pia
Palácio Conde de Óbidos Busto de D Maria Pia

Na Biblioteca, destaca-se um grande lustre de cristal, fabricado na Marinha Grande e o teto tem uma pintura representando a Paz de Alvalade, na qual a Rainha Santa Isabel surge montada num burro, entre o Rei D. Dinis e seu filho D.Afonso IV.

Palácio Conde de Óbidos Lustre na Biblioteca
Palácio Conde de Óbidos Lustre na Biblioteca

 

Palácio Conde de Óbidos Biblioteca
Palácio Conde de Óbidos Biblioteca

Nas paredes das várias salas do Palácio, podem ver-se retratos dos presidentes da Cruz Vermelha Portuguesa, como na Sala D. João de Castro, entre os quais o de Maria de Jesus Barroso.

Palácio Conde de Óbidos sala D. João Castro
Palácio Conde de Óbidos sala D. João Castro

Este é um dos locais de interesse e a não perder em Lisboa.

O Palácio pode ser visitado, com marcação prévia, como se pode verificar no site da Cruz Vermelha nas “Visitas Guiadas”, bastando, para isso, clicar na imagem abaixo, que representa a entrada principal do Palácio. Chega-se através do Jardim 9 de Abril e ao lado do Museu Nacional de Arte Antiga, o antigo Palácio dos Condes de Alvor.

Palácio Conde de Óbidos Entrada
Palácio Conde de Óbidos Entrada

Um olhar rápido pelo interior deste Palácio, um dos sítios de Lisboa para visitar e encantar.

Esperamos que gostem do Palácio encantador, façam like, sigam os nossos posts, comentem e partilhem! Obrigado.

Fotos 1, 7 e 10 gentilmente cedidas pela Cruz Vermelha Portuguesa.
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As obras de Joan Miró no Palácio da Ajuda. Encante-se!

A exposição apresenta 85 obras de Joan Miró que vieram de Serralves para o Palácio Nacional da Ajuda.
Estas obras pertenciam ao BPN e estavam para ser leiloadas em Londres, mas o Governo decidiu impedir essa venda.
Abarca um período de 6 décadas do artista, de 1924 a 1981 e apresenta as suas metamorfoses artísticas no desenho, pintura, colagem e trabalhos em tapeçaria.

Exposição de obras de “Joan Miró – materialidade e metamorfose” no Palácio da Ajuda até 8 de janeiro de 2018.

Num belo sábado de outubro fomos ao Palácio da Ajuda em Lisboa, ver os quadros de Joan Miró.

Já tinhamos visto a exposição em Serralves no Porto, mas esta era a oportunidade não só de ver todos os 85 quadros da coleção pertencente ao antigo Banco BPN mas também revisitar o Palácio Nacional da Ajuda.

Mas quem foi Joan Miró?

Nasceu em Barcelona em 1893, esteve em Paris e passou sempre as férias em Montroig, perto de Barcelona, onde os pais tinham uma quinta. Em 1956 muda-se para a terra de sua mãe, Palma de Maiorca, onde vem a falecer em 1983.

Esta exposição tem obras de Miró em pintura, desenho, escultura, colagem e tapeçaria (“sobreteixims”) que Miró realizou entre 1972 e 1973.

Há na exposição tapeçarias suspensas e sobreteixims cujo suporte é feito de sacos de serapilheira, usados para transportar farinha e encontrados por Miró numa antiga fábrica, onde produziu muitos destes trabalhos.

Miró explora a polivalência dos signos visuais, como os pássaros, a mulher, as estrelas, a lua , o sol e as constelações e usa cores bem vivas, como o azul, amarelo, vermelho, o branco e o preto.

Logo à entrada encontramos uma mulher com um pássaro.

Mulher e Pássaro, 1959, Joan Miro
Mulher e Pássaro, 1959, Joan Miro
Mulher e Pássaro, 1965, Joan Miro
Mulher e Pássaro, 1965, Joan Miro

 

 

E mais à frente, esta outra.

Os pássaros voam, talvez venham poisar no ombro.

Gostamos destas pinturas abstratas e dos símbolos que Miró criou nas suas obras.

Olhamos para os quadros de Miró e as suas cores, as linhas fluidas, as estrelas, a lua e toda a simbologia que criou, fazem-nos sonhar e reacender sentimentos e emoções no interior de nós.

Tal como o pássaro, Miró olhava o céu, via as estrelas e dava-lhes uma configuração ou de 5 pontas ou mesmo com 3 linhas.

Símbolo da Lua, Miró
Símbolo da Lua, Miró
Símbolo de Estrela, Miró
Símbolo de Estrela, Miró

 

A lua também aparece nos seus signos.

 

Símbolo de Estrela, Miró
Símbolo de Estrela, Miró
Símbolo do Sol, Miró
Símbolo do Sol, Miró

O Sol, nesta simbologia,

pode aparecer como um

circulo vermelho ou preto

 

As constelações no céu são linhas e círculos pretos.

Simbologia das Constelações, Miró
Simbologia das Constelações; Miró

Os pássaros a voar são linhas pretas terminando com uma seta.

Símbolo Pássaro, Miró
Símbolo Pássaro, Miró
Símbolo Pássaro, Miró
Símbolo Pássaro, Miró

Miró sempre recusou a ideia de pintar algo abstrato, já que para ele a abstração é como uma “casa deserta”. Estava no limiar da abstração mas sempre recusou que o alinhassem entre os pintores abstratos.

Um quadro a não perder também é “A Fornarina”, pintado em 1939 e que Miró tomou como modelo, um retrato do Mestre renascentista Rafael Sanzio.

Este quadro de Miró foi avaliado pela Christie´s em Londres, por cerca de 3 milhões de euros.

Coloquemos, então lado a lado o quadro de Rafael e o quadro de Miró, para comparar.

La_Fornarina, Rafael
La_Fornarina, Rafael
La Fornarina, Joan Miró, 1929
La Fornarina, Miró, 1929

O corpo da mulher no quadro de Joan Miró, é representado pelo triângulo negro (um dos seus símbolos) e dá uma grande preponderância aos seios e aos olhos da Fornarina, supostamente o grande amor de Rafael.

Uma visita rápida à exposição, neste curto video

As obras de Miró que integram esta exposição estavam para ser leiloadas em Londres por cerca de 35 milhões de euros para minimizar a perda que tivemos com o descalabro do BPN, mas o Governo decidiu impedir essa venda e entregar a coleção à Câmara Municipal do Porto.

Se quiser obter o catálogo da exposição clique neste link.

E se quiser saber mais sobre Joan Miró e as suas obras, recomendamos este livro:

Miró o pintor das estrelas
Joan Miró

Vá visitar o Palácio Nacional da Ajuda e não perca esta exposição com as 85 obras de Miró, patente até 8 de janeiro de 2018.

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